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26 de maio de 2013

Eu: que coisa é essa?

Estou caindo de sono, cansada e certa de que as horas passadas aqui, na frente dessa tela e não na cama, farão falta amanhã. Mas também sei que se não botar os dedos para trabalhar agora, vou me deitar, rolar para um lado, rolar para o outro e não vou adormecer.

Hoje foi um dia muito diferente de minha rotina, participei de um workshop sobre carreira e modelo de negócios. Pela primeira vez na vida. Comecei assim: carreira, o que é isso? Jamais tive uma. Modelo de negócios? Não tenho a menor ideia do que se trate. E a cada item que me era apresentado, eu me descobria mais e mais ignorante.


Ok, estou plenamente acostumada com minha diminuta sabedoria. Conheço muito pouco deste mundo e embora às vezes me sinta como o sapo aprisionado no poço (que só conhece um pedaço de céu), tenho plena consciência de que há muito mais estrelas a brilhar no firmamento do que eu possa imaginar.

Dito isso, saí do workshop com um monte de dúvidas na cabeça e mais um zilhão de angústias no peito. Pra quem é mãe, na verdade, isso faz parte do cotidiano. A diferença, no meu caso, consiste em experimentar isso tudo em relação a meus dotes profissionais e por causa de algumas atividades "bobas" executadas ao longo de um dia.

O que eu sei fazer de melhor? E o que mais me apaixona? O que me define como pessoa? Quem eu fui na infância e adolescência? E quem sou hoje? Perguntas dessa complexidade não deveriam ser feitas assim, na sequência e sem aviso prévio. Principalmente a uma mulher como eu, que está na busca do seu eu profissional, provedor e materno.

Pensando em cumprir algumas das tarefas propostas hoje, corri para fazer a nuvem de tags deste site. A parceira Raquel Marques me ensinou algo a respeito disso, e achei que me ajudaria a dormir - pelo menos esta noite. E cá está a nuvem do MaternaMente:

Existem muitas ferramentas para criar nuvem de tags, esta é da Tagxedo


A intenção era verificar se tenho mesmo escrito sobre o que eu acho que tenho escrito. Porque uma coisa é você dizer por aí que escreve para incentivar a amamentação, por exemplo. E aí sua nuvem de tags só tem "chupeta" e "mamadeira". Por mais que essas palavras possam aparecer de modo negativo ("não use chupeta"), devo dizer que a frequência com que a palavra aparece entre seus escritos mostra que ela é uma constante, um objeto de foco. Melhor seria ver em destaque termos como "livre demanda", "ordenha", "prolactina", por exemplo. Ou mesmo "amamentar", "amar", "aleitar"...

Mas enfim noto na nossa nuvem de tags que o termo mais importante é "Acompanhante" (provavelmente por causa dos textos sobre a Lei do Acompanhante), puxa, que alívio! Além dela, são relevantes ainda "mãe", "parto", "maternidades", "mulher". 

Posso dormir sossegada agora - pelo menos esta noite. Este espaço tem sido usado legitimamente para debater leis e políticas, com foco no parto, na mulher, na mãe. De fato escrevo bastante sobre temas que me são caros e que, sim, me representam! 

3 comentários:

Elis disse...

Adorei essa reflexão de hj, especialmente pq estive no encontro do grupo e comentava a respeito de como foi importante ter conhecido o blog e como essa ação me possibilitou encontrar novos caminhos e amizades para minha nova vida de maternagem e Auto conhecimento.
Tenho muito a agradecer suas postagens,junto com.a Deborah e Carol.bjs e gratidão eterneterna.

Anônimo disse...

Fique bem. Se a angústia apertar muito me ligue.

bjos

Raquel

Denise disse...

Elis, eu me sinto privilegiada por conhecer você e por ter a possibilidade de acompanhar um tico da sua caminhada. Obrigada por permitir que eu e o grupo façamos parte da sua história, como você faz parte da nossa!

Raquel, linda, admiração, respeito e muita, muita gratidão! Espero um dia poder ajudá-la como tem me ajudado.

 

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