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2 de abril de 2020

Pesquisa no ar! Mulheres e a pandemia de Covid-19

Sabemos que as mulheres, por serem as principais cuidadoras nos lares, nas escolas e nos hospitais, são afetadas de maneiras distintas por situações como a que vivemos hoje, com a doença do coronavírus. Com este questionário, queremos saber como as mulheres estão se sentindo e se cuidando, para que possamos nos apoiar na proteção de nossos direitos e nas reivindicações por melhores condições.





Para acessar o formulário e responder: https://forms.gle/YnRr6RivWsAPZMLu9

O que pretendemos fazer com essas informações? Tomar conhecimento do que as diferentes mulheres estão sentindo, o que pensam sobre a pandemia e o que têm feito para enfrentá-la. A partir dessas informações, e também das angústias e dos medos expressos pelas mulheres, poderemos pensar em propostas de ação, reivindicando a garantia de nossos direitos. Também pensamos em levar para a academia algumas das análises que produziremos, pois entendemos que a perspectiva das mulheres não pode ser negligenciada pela ciência. E assim seguimos, na luta!

Contamos com as contribuições de todas!

19 de janeiro de 2020

O contexto obstétrico brasileiro: como driblar?

Começamos o ano debatendo esse tema que tanto nos intriga: como dar à luz de maneira digna e segura em um contexto obstétrico que prima pelas intervenções tecnológicas em excesso e pelo desrespeito aos direitos e desejos das mulheres? Quem tiver interesse em discutir isso com a gente, basta aparecer ao primeiro encontro do ano do grupo, no sábado, dia 25, às 14h.


Se você está grávida e mora na Região do ABC, quais são suas chances de ter um parto normal? De acordo com dados do Sinasc (sistema de informações sobre nascidos vivos do Ministério da Saúde), entre todas as mulheres que residem no ABC e que tiveram bebê em 2018, a taxa de cesariana foi superior a 60% em todos os meses. Essa porcentagem inclui as mulheres que, mesmo morando no ABC, deslocaram-se para maternidades de outras localidades, por exemplo, São Paulo. Veja no gráfico!


Em 2017, entre as principais maternidades do ABC paulista, apenas seis tiveram taxas de cesariana inferiores a 50%, e apenas três registraram menos de 40% de nascimentos por via cirúrgica. Das quase 32 mil mulheres que deram à luz em nossa região naquele ano, quantas tiveram a real oportunidade de experimentar o início espontâneo do trabalho de parto? Quantas puderam dar à luz em um estabelecimento de saúde com equipe empática e respeitosa, com assistência baseada em evidências? Mesmo considerando riscos obstétricos e fatores de saúde individuais das mulheres, não há nada na literatura científica internacional que justifique esse panorama que encontramos na nossa região. Além disso, se pensarmos um pouquinho mais, veremos que os hospitais privados ou de convênios médicos registraram as taxas mais elevadas de cesarianas - muito embora o consenso científico internacional indique que o nascimento cirúrgico deva ser reservado a casos selecionados, estritamente necessários, pois acarretam em maiores riscos para a saúde de mães e bebês, tanto de imediato quanto no longo prazo. 
A cesariana é uma excelente tecnologia - mas deve ser empregada com critério, para que seus benefícios superem os seus riscos.




 

Apoio

Aqui você encontra material sobre evidências e boas práticas relativas à saúde e ao bem-estar da dupla mãe-bebê. Fique à vontade e entre em contato, adoramos uma boa conversa! Envie um e-mail para grupomaternamente@gmail.com ou entre no grupo do Facebook.

Território

Atuamos principalmente em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra (o ABC paulista), mas também na capital paulista e em outros municípios do Estado de São Paulo.

Articulação

Procuramos nos articular com outros movimentos sociais e com as instâncias gestoras, com o fim primordial de defender os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e de instaurar um novo paradigma de assistência à saúde da mulher.