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24 de dezembro de 2011

Apoio a Marcos Dias - Aqui, o texto do elogio público (veja no post anterior a este as formas de prestar apoio)


ELOGIO PÚBLICO

A coalisão de entidades abaixo relacionadas, amigos, companheiros de trabalho, ex-pacientes e clientes atuais, mulheres e suas famílias vimos a público manifestar nosso apreço e admiração pela trajetória profissional no âmbito da assistência, pública e privada, do ensino e da pesquisa do Médico Obstetra DR. MARCOS AUGUSTO BASTOS DIAS, trajetória essa pautada pela ética e pelo compro...misso com a qualidade da atenção e dedicação à saúde das mulheres e crianças. Elogiamos ainda sua disponibilidade para trabalhar em equipe, sua competência técnica e atitude humana, e seu empenho na implementação das políticas públicas, a exemplo da implantação de novos espaços mais humanizados para assistência ao parto, como os Centros de Parto Normal, política emanada pelo Ministério da Saúde através da portaria GM 985/1999, referendada pela RDC 36/2008 da ANVISA e um dos esteios da atual Estratégia Rede Cegonha.
Rede pela Humanização do Parto e Nascimento – ReHuNa
Red Latino Americana y del Caribe por la Humanización del Parto y Nacimiento – Relacahupan
International Breastfeeding Action Network – Ibfan |Brasil
Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Rede Parto do Princípio - Mulheres em rede pela maternidade ativa – PP
Rede Nacional de Parteiras Tradicionais
Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
Associação Paulista de Saúde Pública – APSP
Centro Brasileiro de Estudos sobre Saúde - CEBES
Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras/ Nacional – ABENFO
Associação Nacional de Doulas – ANDO
Associação de Doulas de Minas Gerais - ADMG
Associação Nacional para Educação Pré Natal – Brasil - ANEP
Grupo Curumim Gestação e Parto
C.A.I.S. do Parto
ONG Amigas do Parto
ONG Amigas do Peito
ONG Bem Nascer
Ishtar - Espaço para Gestantes (Belém, Fortaleza, Recife, Brasília, Sorocaba, Rio de Janeiro, Divinópolis e Belo Horizonte)
Instituto de Yoga e Terapias Aurora
Instituto Mulher e Saúde Integral da Bahia- IMAIS
Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação, Ação – CEPIA
Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero
Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde
Coletivo Feminino Plural
Programa de Estudos em Gênero e Saúde - MUSA
Gênero, Maternidade e Saúde – GEMAS
Centro de Atividades Culturais, Econômicas e Sociais - CACES
Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação – PEIC
Rede de Apoio a Maternidade Ativa do Rio Grande do Norte - RAMA
Grupo MaternaMente - Apoio ao Parto Ativo no ABC Paulista

Apoio a Marcos Dias

A hipocrisia da assistência ao parto NÃO baseada em evidência, firmemente enraizada no Brasil, fez mais uma das suas. Como estamos aqui para apoiar todas as iniciativas que vão na contramão desse tipo de atitude que não serve aos melhores interesses das mulheres que escolhem ser mães, prestamos hoje nosso apoio ao Dr. Marcos Dias.

Marcos é um obstetra carioca que está sendo punido pelo CREMERJ e CFM por ser ideologicamente favorável às casas de parto, mantidas por enfermeiras obstetras. Desde 2004, após ter assinado o óbito de um bebê que já nasceu morto por patologia pré-existente, sofre processo administrativo e teve seu CRM cassado em março deste ano. Marcos recorreu da decisão ao CFM, que considerou a pena excessiva mas decidiu pela publicação de uma censura pública ao Marcos em jornal de grande circulação no RJ.

O texto redigido pelo Marcos explicando tudo com detalhes está em: http://www.facebook.com/pages/Apoio-ao-Marcos-Dias/157690494338227?sk=info

Em resposta a esta atitude do órgão que regula a prática médica, foi produzida uma carta de elogio por iniciativa da REHUNA que vai assinada por diversas entidades. Graças a doações de muitos simpatizantes do movimento, também será publicada no mesmo jornal.

Pedimos a tod@s a gentileza de divulgar essa carta de elogio que foi postada na página do facebook "Apoio ao Marcos Dias": http://www.facebook.com/pages/Apoio-ao-Marcos-Dias/157690494338227

5 de dezembro de 2011

Moção sobre erradicação da Violência Institucional na Atenção Obstétrica



A violência durante o parto é uma prática que já está institucionalizada e é uma violação dos direitos humanos como foram definidos pela ONU. A mulher tem o direito não somente de poder parir aonde ela quiser e como ela quiser, mas tem o direito de ser tratada com dignidade e com respeito durante todo o processo de parto.

A resolução de 2009 emitida pelo Conselho de Direitos Humanos das Organização das Nações Unidas sobre a redução da mortalidade materna e suas causas (entre outras, sabemos hoje que são os modelos de atenção obstétrica inadequados e assistência de baixa qualidade) apela para ações orientadas a reduzir a mortalidade materna e a promover um atendimento de qualidade, sem discriminação de gênero, de raça, ou orientação sexual.

Uma forma de violência são as muitas intervenções desnecessárias, sendo a mais paradigmática a cesárea desnecessária. E sabemos que em 2010 a proporção de cesáreas ultrapassou a de parto normais no Brasil. Em decorrência e à luz da política nacional de qualificação da atenção obstétrica e neonatal intitulada Rede Cegonha


Exigimos
A garantia de uma fiscalização sistemática da qualidade da assistência obstétrica e identificação da violência que existe de maneira endêmica nos hospitais públicos e privados, pela agências governamentais adequadas, assim como a aplicação e fiscalização do respeito à lei 11.108 de garantia da presença de um acompanhante de escolha da mulher durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto.
Ademais, as recomendações do Ministério da Saúde sobre os direitos da Mãe e Bebe não são observadas nos serviços e são uma violação brutal de direitos humanos, assim com uma ameaça para a saúde materna e neonatal.


Exigimos
O direito à informação sobre os procedimentos, com exigência de que haja consentimento da Mulher para as intervenções a que for sujeita no parto como Episiotomia, Cesárea, Indução etc.


Exigimos ainda
A criacão sistemática em cada região de saúde de comitês de morte materna em que as organizações da sociedade civil e governamentais avaliem em conjunto indicadores do acesso e qualidade da atenção obstétrica, incluindo as taxas de cesáreas, alem de estudar cada morte materna observada no município para identificar suas causas e evitabilidade, com efeitos na qualidade da assistência.


O Grupo MaternaMente endossa e apoia a moção, em conjunto com a Conferência de Políticas para Mulheres por RAMA (Rede Feminista de Apoio a Maternidade Ativa do RN), GAMI (Grupo de Afirmação a Mulheres Independentes RN), o Coletivo Leila Diniz RN, o Instituto Nômades Recife, o Grupo Ishtar Recife, a  Parto do Principio, o Grupo Curumim, o CAIS do Parto, a ReHuNa – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento, Rede Nacional de Parteiras Traditionais, a Associacao das Parteiras do Agreste Pernambucano, GAMA, Mulheres de Terreiro, Mulheres de Axe, Articulação de Mulheres Negras e o GEMAS (FSP/USP).

 

Apoio

Aqui você encontra material sobre evidências e boas práticas relativas à saúde e ao bem-estar da dupla mãe-bebê. Fique à vontade e entre em contato, adoramos uma boa conversa! Envie um e-mail para grupomaternamente@gmail.com ou entre no grupo do Facebook.

Território

Atuamos principalmente em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra (o ABC paulista), mas também na capital paulista e em outros municípios do Estado de São Paulo.

Articulação

Procuramos nos articular com outros movimentos sociais e com as instâncias gestoras, com o fim primordial de defender os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e de instaurar um novo paradigma de assistência à saúde da mulher.